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Maratona Oscar 2017: A Qualquer Custo, Um Limite Entre Nós e Manchester à beira-mar

4:29:00 PM



Últimos três filmes dessa louca maratona para a edição do Oscar 2017 (que acontece hoje). Muitos filmes bacanas e mais diversos. Mas hoje é dia de falar dos três filmes que mais fiquei com preguiça de assistir e não à toa ficaram por último por que não sou obrigada.
CUIDADO COM SPOILERS! (já vão me desculpando caso tenham!!)

Resultado de imagem para hell or high water filme A Qualquer Custo (titulo original: Hell Or High Water. David Mackenzie, 2016)  foi um filme que não me prendeu, e que definitivamente me fez ir atras do resumo para poder entender de verdade, pois como não me prendeu eu meio que pesquei numas partes. Está aí outro gênero de filme que eu não costumo assistir, esse tipos de western modernos ou não. Fica tão difícil pra mim dizer algo melhor do que: Foi chato! Mas eu vou tentar tirar o máximo de mim nessas poucas linhas. O filme fala de uma dupla de irmãos que assalta bancos e uma dupla de policiais que estão ~investigando~ os casos de assalto. Jeff Bridges concorre ao Oscar de ator coadjuvante mas achei bem qualquer coisa a atuação dele. Não consegui comprar Chris Pine cowboy, assaltante de bancos e pai de filhos já grandes. Desculpa sociedade. A temática do filme eu achei bem interessante, pois já há muito tempo tenho lido sobre as pequenas cidades do interiorzão dos Estados Unidos que ficaram quase que abandonadas e da situação que muitas pessoas ficaram depois da crise de 2008. As tais das hipotecas ficaram muito problemáticas por causa da crise por lá. Dá para entender porque tanta gente viu no Trump algo bom, Estados Unidos não é só NY e La La Land e assuntos sobre representatividade e racismo. Não me entendam mal, mas muita gente, muita mesmo, ficou na miséria e na cabeça deles pouco importam machismos e outros "ismos" quando não se tem onde morar ou sei lá, o que comer e as dívidas batem na porta e o Trump ganhou, na minha visão,  foi por causa dessas pessoas,  porque ele fez campanha para elas. Ele é patético e lunático mas fez campanha melhor do que a Hilary. Dito tudo isso, eu achei o filme muito parado. Só gostei da trilha sonora pois adoro country. ★ e 1/2

Resultado de imagem para fences posterUm Limite Entre Nós (título original: Fences. Denzel Washington, 2016) foi o filme que eu mais odiei ter que assistir! Odiei mesmo!! Nunca um filme foi tão difícil de ver! Eu ficava toda hora olhando na barra pra saber quanto tempo eu ainda ia ter que ouvir o Denzel discursar!!! Minha vontade era mandar ele, por favor, CALAR A BOCA. Tudo virava um #textão discurso gigante sobre responsabilidade e o quanto ele sofreu, e não sei mais o quê. Era quase que um monólogo. Nem Viola (rainha da nossa vida!) salva esse filme. Inclusive gostaria de dizer que não achei a atuação dela lá essas coisas não. Sinto informar que talvez Naomie Harris (em Moonlight) mereça mais o Oscar de atriz coadjuvante!! Viola continua tendo minha torcida, não se enganem!! O filme conta a história de um casal, relativamente pobre, onde o pai é meio frustrado por não ter conseguido jogar baseball e hoje trabalha como lixeiro. Assim, eu achei o filme, em quesitos tipo fotografia, trilha sonora, direção etc bem bom, Tem umas tomadas bem bonitas, mas como disseram por aí, é um teatro filmado! Acho sim, que apesar do personagem insuportável, Denzel merece o Oscar, porque acreditei em cada palavra que ele disse, e pelo textão que ele teve que decorar! 

Resultado de imagem para manchester a beira mar posterE finalmente Manchester à Beira-mar (titulo original: Manchester by the sea. Kenneth Lonergan. 2016). Ùltimo filme visto para essa maratona e que fechamento amigos! Eu gostei muito mesmo desse filme. Gostei da ambientação, da trilha sonora, das atuações, da história simples e comedida (plot twists não são a regra, não é mesmo?). Se esse filme fosse uma série eu super assistiria, inclusive! É um filme muito triste, mas não chorei! Não é um filme de choradeira. É um filme de luto, basicamente. Um filme sobre como é díficil lidar com certas situações da vida e que as pessoas sempre dizem"Você tem que superar isso!" mas que nem sempre é possível, ou que talvez leva muito, muito tempo! Enfim, é um filme muito sensível, muito real e como já disse bem simples galgado em boas atuações. Casey Affleck está bem, mas não conheço o trabalho prévio dele para saber se ele é canastrão ou excelente ator. É essa é uma linha tênue, devo dizer (nem vou comentar aqui certas acusações de assédio sexual que ele recebeu, porque hoje não é esse o ponto). Michelle Williams muito maravilhosa, (saída de Dawson's Creek, quem diria) merece a indicação de atriz coadjuvante, apesar de aparecer só um pouquinho mesmo. Lucas Hedges, não conheço mas já considero (indicado como coadjuvante também)! Enfim,  um dos meus favoritos dessa temporada do Oscar. Amei mesmo de verdade! 


O ranking final do meu coração ficou assim:

1º Estrelas Além do Tempo (história mais importante e porque gostei muito)
2º Lion (pela choradeira provocada)
3º Manchester à beira-mar (porque gostei muito)
4º Moonlight (poesia)
5º La La Land (por gosto pessoal)
6º Até o ùltimo Homem (filme emocianante)
7º A Chegada (gostei mas nem tanto)
8º À qualquer custo (meh)
9º Um limite entre nós (pior experiencia assistindo)
E esse foi o final dessa maratona muito louca onde eu tive que assistir 5 filmes na mesma semana (por motivos de: Angelica concurseira!). Foi ótimo mais uma vez! Adorei deixar registradas as minhas impressões de pessoa leiga sobre todos esses filmes. Espero que ajude vocês a também assistir esses filmes durante o ano de 2017. Eles valem à pena!
Um beijo gente! Até mais!
Angelica

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Maratona Oscar 2017: Lion, A Chegada e Até O Último Homem

7:35:00 PM

O Oscar 2017 está logo aí e a segunda parte do meu breve resumo dos filmes principais desse ano chegou. Vou dizer pra vocês que dos seis filmes já vistos é a primeira vez que eu gosto muito de todos! Não está sendo fácil. Mas vamos lá, porque hoje é dia de falar de mais três ótimos filmes.

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Lion (Garth Davis, 2016) foi um dos filmes cujo plot mais me chamou a atenção nessa temporada de premiações. Resumidamente um menininho de cinco anos (Sunny Pawar fofura) do interior da Índia se perde de seu irmão e vai parar muito, mas muito longe de casa. Ele só sabe seu nome e um nome de um lugar que ninguém nunca ouviu falar. Depois de passar por poucas e boas foi adotado por uma família australiana (aqui Nicole Kidman está muito bem). Crescido passa a ser interpretado pelo  nosso crush  Dev Patel que através dessa nova ferramenta de fotos por satélite chamada Google Earth tenta encontrar  sua família. Sabe-se lá Deus porque, mas esse foi o filme que mais me fez chorar. Passei o filme todo com os olhos marejados (adoro essa palavra). É um filme, bem filme mesmo e pelo que percebi das minhas breves pesquisas bem fiel aos fatos e à cronologia (alô Estrelas Além do Tempo). Achei sim, meio corrido e algumas partes ficaram mal contadas e aqui a gente entra na comparação com Moonlight, quando no texto anterior (LEIA AQUI) disse que nem tudo precisava ser mostrado em tela etc. E não precisa mesmo, mas no caso de Lion ficou meio jogado, principalmente no final (OLHA O POSSÍVEL SPOILER) quando ele finalmente chega à India. Sei lá, me incomodou um pouco, resumiram esse pedacinho demais (mas eu entendo que a parte emocionante de verdade é outra). Outra coisa que me incomodou foi o relacionamento dele com menina feita pela Rooney Mara, não poderia me importar menos com eles dois haha. Foi mega corrido também, meio jogado, tentaram fazer ficar bonitinho e poético, mas para mim não colou. Eu gostei muito da edição, e de como Índia e Austrália se misturam no filme. A parte toda na Índia é muito bem filmada, muito bonito, tudo com cores bem quentes. Já a parte da Austrália é apenas ok, um filme de fotografia qualquer. Será que era só para dar um contraste mesmo? Enfim, curti muito o filme e dou sim cinco estrelas só porque eu fiquei muito tocada com a história. Também fui achando que a abordagem do filme era mais tecnológica, acabei  me surpreendendo! 

Resultado de imagem para A Chegada posterSe tem algo que eu deveria dizer para vocês é que eu tenho zero interesse em sci-fi/filmes de aliens, mas eis que o Oscar e as boas críticas que  A Chegada (título original: Arrival. Dennis Villeneuve, 2016) vem recebendo me fizeram ver esse filme que muito me intrigou. A premissa simples de que doze naves simplesmente pousaram em diferentes pontos da Terra fazendo com que equipes de vários lugares se movimentassem, para entender o propósito desse visita é bem bacana. Amy Adams (arrasou demais, com essa cara de sofrida) e Jeremy Renner que nunca pensei ser bom como cientista nerdzinho estava bem ok. Se eu puder dar uma dica para vocês é: não vão no wikipedia ler o resumo do filme, (sim, na versão inglês conta o filme inteirinho até o final, e eu sabia e li mesmo assim- não é a primeira vez!) pois apesar de ter me ajudado a entender a história, talvez, e eu digo talvez pois nunca saberei, tenha estragado um tiquinho da minha experiência vendo o filme. De curiosa que sou, eu mesma me dei esse spoiler. O filme é muito, muito bom. Logo quando vi pensei: nossa que filmão, mas depois pensando bem eu percebi que não comprei tanto assim a história. Para mim o filme é muito mais sobre escolhas do que sobre os ets mesmo. Eu adorei a nave e os aliens e a Amy segurando a plaquinha (quantos memes vieram dessa cena!). O que me incomodou um pouco foi o que estava relacionado ao propósito dos aliens na Terra; aquilo especificamente não conseguiu me fisgar, sabe?! Funciona na história, muito bem por sinal, mas achei sei lá... estranho, fantasioso, difícil de comprar, fiquei meio "ATÁ, a linguagem etc". E aqui eu encontro um pouco de dificuldade de explicar para vocês esse meu incomodo porque não quero dar para ninguém esse mega spoiler. Vou deixar assim mesmo, para evitar problemas. Achei uma estética tão clean, tão sem grandes parafernálias tecnológicas, que talvez tenha sido isso que me deixou meio ~cabrera~, estava acostumada com outro tipo de sci-fi, sabe, mais espalhafatoso. Para mim isso é um mérito do filme e talvez eu que precise ver mais bons sci-fi's para poder ter com o que comparar melhor. ★ e 1/2

Resultado de imagem para hacksaw ridge posterChegamos por fim em Até o último homem (título original: Hacksaw Ridge. Mel Gibson, 2016)  que é um filme que eu não queria ter gostado (por motivos de Mel Gibson Ultimate babaca) mas gostei e gostei bem viu?! Ele é um excelente diretor. Aqui, como em A Chegada, é muito difícil de dizer algo com propriedade porque eu não vejo muitos filmes de guerra então não tenho com o que comparar. Porque afinal tudo é comparação, não é mesmo?! Como posso dizer que é esse é um filme de guerra bom, se eu não vi outros filmes de guerra ruins?! Entenderam!? O filme conta a história de um um soldado que foi para a guerra mas não queria pegar em armas por convicções religiosas. Assim, são dois filmes em um só, bem no começo eu estava achando meio arrastado: ele saindo com a menina, depois decidindo ir pra guerra etc, fora que no começo foi difícil de aceitar a motivação dele de não pegar em armas, foi preciso assistir mais do filme para "comprar" essa motivação. A partir do momento que o filme entra no âmbito da guerra é um filme completamente diferente: uma correria, muito sangue (MUITO), gente machucada enfim, vão preparados. As cenas de guerra são muito bem dirigidas, muito realistas, muito bem feitas, bem ensaiadas. Você fica preso nessa história e não consegue para de ver. É um filme muito emocionante, mesmo. E que medo daqueles japoneses HAHAHA, que pesadelo! Achei a atuação do Andrew Garfield (Homem-Aranha indicado ao Oscar, quem diria...) muito crível, mandou bem mesmo. Vince Vaughn tentando ser sério, é muito dificil de aceitar. Prepare para passar uma certa raiva dele e do pai do personagem principal. 

Atualizando ranking dos filmes vistos até agora no meu coração:
1º Estrelas Além do Tempo (história mais importante)
2º Lion (pela choradeira provocada)
3º Até o ùltimo Homem (filme bem feito)
4º Moonlight (poesia)
5º La La Land (por gosto pessoal)
6º A Chegada

Faltam três filmes!!! Sim, eu gostei de todos esses filmes, consegui enxergar a beleza de cada um, apesar de também de ver alguns problemas (na minha visão, bem pessoal, não sou especialista de nada haha) e tal. Está muito bacana essa maratona, todos os filmes tem acrescentado muito para mim, me feito escrever mais e buscar mais sobre as histórias que eles contam!Enfim, vejo vocês na terceira parte, ok?!!
Beijo, Angélica!

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Maratona Oscar 2017: La la Land, Moonlight e Estrelas Além do Tempo

7:04:00 PM

Oi gente, como vocês estão? Eu estou ótima (nem vou comentar sobre o meu  sumiço desse cantinho aqui durante o ano passado). Chegou o início do ano e com ele a minha nova tradição pessoal: MARATONA DE FILMES ~OSCAR NOMINATED~. A  temporada de premiações do cinema (e da TV também) do ano de 2017 já começou, tivemos Globo de Ouro, Sag Awards, Critics Choice Awards etc e no último dia 24 saíram as nomeações para o nosso querido (as vezes odiado, vai?) Oscar, e na listinha da principal categoria nesse ano estão nove filmes, dos quais eu já assisti três! Vamos ver se dessa vez eu assisto todos os filmes, porque ano passado eu não assisti um dos filmes, por motivos de: filme chato a.k.a A Grande Aposta. Esse ano eu estou mais confiante, porque  gostei dos plots de todos os indicados. Vamos torcer!Eu tenho até dia 26 para riscar todos da minha lista!
Hoje é a vez de falar um tiquinho de três filmes (dois favoritões da rodada inclusos, porque eu já cheguei com os dois pés na porta ;D) Decidi que nesse ano, minhas impressões do filme vão se basear nos meus sentimentos haha, se tocou no meu coração de alguma forma é sobre isso que quero falar e é isso que vai valer! Deixo aqui esse tuíte do Luide (Não Salvo, Amigos do Fórum) que explicita também, o que essa temporada de filmes significa pra mim:
Ah: cuidado com possíveis spoilers, vou tentar evitar, mas se eu não conseguir, vocês já vão me desculpando ;)
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Começando com o queridinho, recordista de indicações desse ano, La La Land (Damien Chazelle, 2016) que foi o primeiro assistido na maratona, e vou confessar para vocês que peguei aquele pré-ranço que às vezes as pessoas desenvolvem quando um filme é hypado demais, sabe?! Todo mundo elogiando, aumentando minhas expectativas e eu lá: "Nossa, mas eu duvido que esse filme seja essa obra-prima toda!" Até que numa noite de sábado a internet me trouxe esse filme (se é que vocês me entendem, haha) e eu vi e eu gostei sim! Eu já tenho aquela tendência de gostar de musicais, apesar de que eu não assisti muitos durante minha vida, no entanto meu amor maior A Noviça Rebelde já vale por todos né? Assim, muita gente disse que La La Land é uma grande homenagem ao cinema antigo, aos grandes musicais fofos do passado, mas como eu já disse, eu vi poucos musicais, então sei lá, deve ser haha. Eu achei uma história graciosa, com números musicais incríveis (cantarolo Another Day Of Sun quase todo o santo dia desde que vi o filme, não aguento mais, ou é essa música ou é Nah, da Shania Twain(???????????). Que City Of Stars, que nada!!!), e o final é corajoso, vai? (OLHA O POSSÍVEL SPOILER) Certeza que vocês imaginavam o clichezão romântico! Pois eu também! Achei bacana. E se  Emminha Stone levar o Oscar de melhor atriz, eu acho que vai ser merecido, arrasou mesmo! Ryan Gosling: meh! Vou aqui contar para vocês que eu meio que tenho coração gelado para coisas românticas, mas assim como em A Noviça, lágrimas escorreram de meus olhos em certas partes. A fotografia é linda, o Damien é lindo e a direção é linda também. É um pouco afetado? Talvez! Mas eu só percebi isso depois que vi  Moonlight  e fiz essa comparação entre favoritos (calma que vamos chegar lá!). Mas concluindo: é fofo, ~feel good movie~ fala para os sonhadores e os românticos, e nos últimos tempos é díficil filmes assim serem tão queridos por crítica e público, esse povo gosta de um filme que fale de guerra,de situações mais complexas, de problemas sociais, de doenças psicológicas e afins, e esse é um filme com roteiro simples, mas tudo muito bem executado, onde você sente a paixão de quem o fez, é um filme daqueles que você SIMPLESMENTE SENTE, sabe?! É filme com F maiúsculo. Gosto assim! Dou 80% de chance de levar o Oscar de Melhor Filme, e cinco estrelas na minha avaliação. 

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Partindo para o outro favorito do ano Moonlight (Barry Jenkins, 2016) e foi por causa desse filme que eu comecei a ter problemas com La La Land (vejam bem, eu não tinha nenhum problema com La La Land, mas porque eu não tinha com o que comparar ainda). Moonlight conta a história de um garotinho que não sabe bem o que sente e que vive com uma mãe viciada em crack (Naomie Harris, fenomenal, fica em segundo lugar na minha torcida pelo premio de Atriz Coadjuvante). Coisas acontecem com o menininho bobo que sofria bulling e tinha um crush no melhor amiguinho. Eu gostei bastante do filme, vou contar pra vocês que achei meio arrastado, mas discordo de quem diz que o roteiro é incompleto (como já li por aí). A história retrata 15 anos na vida no menininho dividida em três partes (infância, adolescência, fase adulta) você não precisa ver tudo em tela para entender a história, a beleza está mais nos fins do que nos meios, sabe?! Essas minucias a gente deduz ou imagina e é isso aí! Fotografia e jeitão de filmar são lindos demais, e realmente é tudo muito azulado, tudo muito blue (em inglês, blue, quando usado como expressão, pode significar algo como tristeza: I'm feeling blue today!), tudo tão poético. A temática importante, como homossexualidade, identidade, a influência das coisas ao nosso redor na nossa vida, o bulling e suas consequências fazem La La Land parecer um filme meio bobo em comparação, simplesmente não é um filme importante, parece só mais um feel good movie bem filmado e produzido (que eu amei!). 

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Estrelas Além do Tempo (título original: Hidden Figures. Theodore Melfi. 2016) é para mim o filme mais importante do qual quero falar hoje. Dos três foi o que mais tocou meu coração, me fez chorar e me fez procurar a história dessas mulheres dos anos 50/60 que fizeram tanto pela ciência numa época em que negros não podiam fazer muita coisa (vamos deixar assim!). Vocês sabiam que existia um grupo de mulheres negras, matemáticas, que faziam cálculos para a Nasa quando ainda não existiam computadores e os que existiam quase ninguém sabia usar?!?! Pois eu também não. E lá estavam elas calculando e usando banheiros exclusivos para  negros, portas exclusivas para negros, assentos de ônibus exclusivos para negros etc. É simplesmente incrível! O filme (baseado num historia real não-contada) dá uma leve corrida temporal nos fatos: coisas que aparecem no filme, na verdade, aconteceram muito antes, algumas coisas ainda no final dos anos 40, inicio dos anos 50, mas pelo bem da narrativa do filme eles colocaram como  se tivesse acontecido tudo num espaço de tempo curtinho. Não sei se gostei disso. Será que não dava para escrever um roteiro com mais acurácia?! Não prejudicaria o filme. A verdade é que Estrelas... é o filme mais comercial desse ano (tanto é que tem a maior bilheteria entre os indicados) e para ser comercial assim ele precisou de um roteiro mais ágil. Também não é um filme feito para ser poético como Moonlight.  Não acho que isso tire em nada o brilho e importância social de se trazer essa história para as nossas rodas de conversa. Vale muito a pena ir atrás da história certinha, contada com o tempo certo. Meu filme favorito do coração entre esses três. 
Percebam que dei cinco estrelas para os três filmes, está difícil esse ano para mim. MAS se for para colocar em formato de Ranking, deixo assim:
1º Estrelas Além do tempo
2º Monlight
3º La La Land
Vejam que é possível,  em meu coração torcer pelos três, porque apesar de  La La Land ter se tornado o menos importante (quantas vezes usei essa palavra hoje?!) para mim ainda é um filme incrível e na nossa vida  há espaço para a reflexão e para a diversão! Tem que existir esse espaço. É o tempero da vida de cada um.
E vocês o que acham?!
Beijos Angelica!


p.s: os textos de todos os filmes saem ainda essa semana, se Deus quiser, porque o Oscar já é nesse domingo dia 26/02 (terminei de escrever esse texto na terça dia 21/02)